É muito bom ter amigos que compartilham alegrias simples do dia a dia. Resolvi iniciar a "conversa" aqui. Por enquanto, vou ser eu a protagonista principal. Não é bem o que eu queria; gosto de saber -e participar- do que outros vivem. Experiências trocadas são sempre preciosas para um enriquecimento interior. Aproveito o espaço para que seja um momento de colocar o foco no que foi (e continua sendo) a raiz de minha personalidade: os antepassados, a herança genética recebida e transmitida.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Pesquisar é preciso...


Já vi que a melhor opção na escolha de uma profissão para mim seria “a de ser bióloga”.
Nos meus anos de infância passei muito tempo observando os bichos – galinhas, cães, cavalos, vacas...e plantas. Papai tinha uma fazendinha perto da divisa com Minas Gerais e era lá que passávamos boa parte do ano. (naquela época as férias escolares eram de 3 meses no fim do ano e um mês em Junho).
Foi assim que aprendi a distinguir as diferenças entre eles: para mim, “observadora nata”, era sagrado respeitar “o modo de viver de cada um, o seu habitat”; o seu modo de caminhar, de se alimentar, dormir, perceber a proximidade do ser humano...e se defender...

É assim que hoje vejo as três galinhas que tenho em casa como “irmãs”. Os dois cães pequenos também como “seres iguais” em direitos, em deveres, com suas diferenças em “personalidade”, suas características “quase humanas” – ciúmes, respeito ao outro quando percebe seu sofrimento, amor, raiva...

As três galinhas são diferentes: uma já estava “no território” há 7 anos quando as outras chegaram: uma caipira, sabida, outra comprada em uma loja especializada, mal sabia andar quando se viu fora da gaiola onde vivia.
Pois, com o passar do tempo, percebi que “a velha” é quem mandava. Só com um olhar, ou com algum jeito especial que as galinhas reconheciam. Obrigou a caipira a ficar choca (já faz 3 meses), e não permite que as subordinadas se alimentem antes dela. E não bota ovos mais; só “administra”. Pois surpresa maior foi quando, há dois dias, ouvi um canto de galo. “Será que é galo do vizinho”? Cheguei até o gramado onde as galinhas ficam soltas. Vi, com meus olhos - com meus ouvidos – que a galinha velha cantava como um galo. Reparei que sua crista está mais vermelha e ereta...
“Pois, temos uma galinha macho aqui, gritei para o nosso funcionário.”

E como resultado da pesquisa: talvez, todas sentiram a ausência de um galo no quintal e a velha achou que é o seu dever preencher o lugar vazio.

Mas, a razão de tudo isto agora, foi porque li na matéria do Fernando Reinach, biólogo, no Jornal O Estado de S.Paulo, de 13 de Janeiro último, a que chegaram “as pesquisas de cientistas dos departamentos de engenharia do MIT e de Princeton, duas das melhores universidades dos EUA, sobre “como o gato bebe água”. “

Para se ver a “seriedade” eis um trecho:

“A água, como todo líquido que se preza, se acumula no fundo dos recipientes, um copo, lago ou rio, e necessita ser transportada para o interior da boca contra a força da gravidade.
O cão faz “uma colher” com a língua e joga a água para dentro da boca. Mas, o gato, mais discreto e elegante, tem outro processo."
“Os cientistas filmaram diversos gatos bebendo água com câmaras de vídeo de alta velocidade: a língua sai da boca, toca levemente a superfície da água e volta para o interior da boca. Isso quatro vezes por segundo, mas, como entre cada movimento a língua permanece por 100 milissegundos no interior da boca, o ciclo de sair da boca, tocar a água e voltar para a boca leva aproximadamente 150 milésimos de segundo.”

A descrição do “sistema” continua por mais alguns parágrafos...
O que mais me admirou foi saber que pode-se perceber que há um sistema “inteligente” que rege todas as coisas. E...que pode-se aprender com toda a natureza novos métodos para benefício de toda a humanidade.

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