É muito bom ter amigos que compartilham alegrias simples do dia a dia. Resolvi iniciar a "conversa" aqui. Por enquanto, vou ser eu a protagonista principal. Não é bem o que eu queria; gosto de saber -e participar- do que outros vivem. Experiências trocadas são sempre preciosas para um enriquecimento interior. Aproveito o espaço para que seja um momento de colocar o foco no que foi (e continua sendo) a raiz de minha personalidade: os antepassados, a herança genética recebida e transmitida.

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quarta-feira, 27 de julho de 2011

A Unidade entre os seres viventes


À medida que passa o tempo vamos ficando mais silenciosos... As coisas não têm mais a mesma importância... Não há mais comparação, julgamento, decepção, expectativa... Os sofrimentos são semelhantes... as alegrias ...discretas...Os dias são todos abençoados, o sol bem recebido, a chuva também. Mas, as pessoas... Ah, são tão diferentes umas das outras.
É que agora se pode ver melhor alguém “por dentro”, “na alma”... Pode-se perceber a ação do Criador nas suas criaturas! Isto vale pelos anos vividos!

Numa lanchonete, uma mãe tomava sua refeição numa mesinha. Tinha um nenê em um braço e usava a mão livre para segurar o copo de suco. O nenê bem pequenino “15 dias, disse ela”- dormia tranquilo. Que história teria aquela mulher para contar? Era possível ver que estava sozinha, seus “problemas” só ela mesma resolvia. Simples, pouca conversa, mas, era possível perceber naquela cena todo o cuidado, pela tranqüilidade do nenê dormindo placidamente, bem agasalhado, aconchegado carinhosamente.

Na mesma lanchonete, de pé, uma moça que “passou do limite na balança”, olhava os doces na vitrine - (que luta em seu interior – por que não experimentar...só experimentar...) Dizem os entendidos que “fome de doces” é o mesmo que dizer: “fome de afeto”, “sensação de estar descontente consigo”, sentimento de rejeição , procurar se colocar “no padrão” que alguém estabeleceu...

Muita coisa acontece ao nosso redor... É preciso “ter olhos para ver” , “sentidos para perceber”... e... caridade para sentir-se irmão...

sábado, 26 de março de 2011

Fazendo uma revisão...


Para quem já viveu dois terços de século, é possível avaliar as mudanças que aconteceram neste período.

O foco principal: a comunicação entre as pessoas

A atitude dos jovens de falta de preocupação com “o outro” tem origem na atitude dos pais e educadores, - dos adultos – de quem receberam o exemplo.
Ou melhor, o ambiente em que viveram na infância “serviu de berço” para a “criação” de uma couraça nos sentimentos.

Mãe cuja preocupação maior foi a sua “realização”- como pessoa, como profissional, lutando por um lugar antes prioritário dos homens na sociedade. Ou, se não lutando, aceitando, resignadamente, a situação frustrante de um casamento onde suas aptidões ficavam em segundo plano. - E as crianças percebem de um modo inconsciente esta situação-.

O Pai – no papel de “provedor”, nem sempre uma escolha sua, colocando a atenção no dinheiro; pouco de tempo restava para “conhecer” – ou reconhecer - os filhos.
E estes, carentes, procurando de algum modo uma “acomodação” para minimizar a falta de uma base mais segura para a construção da própria personalidade...

Disso tudo, para chegar o jovem a uma atitude egocêntrica de “busca do próprio prazer”, onde o personagem principal – e único – é ELE mesmo. Nem consegue perceber que não é feliz, que o vazio interno continua. (só que agora não é estranho, faz parte da sua vida)

Mas.......estranha, sim, é a atitude daqueles que deram o exemplo. Continuam também na mesma “procura” do Bem, da Felicidade, só que em lugares diferentes: os bares, as viagens, o consumo, as festas, os “amigos”.

- E os filhos? “Ora, eles tem as suas próprias vidas... seus próprios “interesses”, afinal eles merecem ser independentes, não é? “ (!!??)


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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O custo da alfabetização



(do jornal “O Estado de São Paulo” – 06-01-2011)

De onde os seres humanos tiraram a capacidade de escrever e ler?

Sim, porque isso só é feito há 7 mil anos, tempo “que é nada do ponto de vista evolutivo”.
Fernando Reinach, o autor da matéria, escreve com clareza sobre isso.
Dá para se perceber a perfeição da natureza... E, a precisão a que chegam os cientistas em sua “fidelidade” à procura de respostas ao que ocorre na “máquina humana”...

“...(os resultados) mostram que a alfabetização, tanto de crianças quanto de adultos, melhora o rendimento de muitas atividades do cérebro. Mas a alfabetização tem um custo: a capacidade diminuída de reconhecer faces. Isso sugere que a parte do cérebro que utilizamos para ler e escrever é, em parte, aquela que nossos ancestrais utilizavam para reconhecer sentimentos expressos nas faces dos membros de sua tribo.”

Hoje, perdemos a capacidade de perceber os sentimentos que estão no “irmão” à nossa frente...

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