(do livro: "Verdades de um minuto" de Anthony de Mello)
O mestre gostava de contar este caso que acontecera com ele mesmo:
Quando seu primeiro filho nasceu, ele foi ao berçário e viu sua mulher de pé inclinada sobre o berço do nenê. Observou-a em silêncio, enquanto ela contemplava a criança adormecida. No rosto dela ele viu admiração, incredulidade, enlevo, êxtase. Comovido até as lágrimas, chegou de mansinho até ela, enlaçou-a e sussurrou:
- Sei exatamente o que está sentindo, querida.
Saindo de seu devaneio, ela falou sem pensar:
- Sim. Palavra de honra, não entendo como podem fazer um berço desses por vinte dólares.
Vemos a nós mesmos no "outro".
É muito bom ter amigos que compartilham alegrias simples do dia a dia. Resolvi iniciar a "conversa" aqui. Por enquanto, vou ser eu a protagonista principal. Não é bem o que eu queria; gosto de saber -e participar- do que outros vivem. Experiências trocadas são sempre preciosas para um enriquecimento interior. Aproveito o espaço para que seja um momento de colocar o foco no que foi (e continua sendo) a raiz de minha personalidade: os antepassados, a herança genética recebida e transmitida.
quinta-feira, 4 de março de 2010
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